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Empresa de Bitcoin Atlas Quantum entra com ação de mais de R$ 3 bi contra a CVM

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(Divulgação)

SÃO PAULO – Envolvida em uma série de processos e há dois anos com dificuldades para pagar seus clientes, a empresa de arbitragem com Bitcoin Atlas Quantum decidiu processar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em mais de R$ 3 bilhões.

A empresa entrou com uma petição no dia 11 de agosto, acusando o órgão regulador do mercado brasileiro de danos morais e materiais por ter emitido uma ordem de suspensão das atividades da Atlas dois anos atrás. Conhecida como “stop order” no jargão financeiro, a medida da CVM proibiu a Atlas e seu presidente, Rodrigo Marques, de ofertarem títulos ou contratos de investimento coletivo.

Segundo a companhia, sua dificuldade financeira ocorreu exatamente por conta da decisão da CVM, a qual o processo chama de “arbitrária e irrazoável”. A notícia foi primeiramente noticiada pelo portal Cointelegraph.

comunicado no YouTube, em que jogou na decisão da CVM a culpa de todos os problemas da empresa. Segundo o fundador da Atlas, essa decisão de 13 de agosto de 2019 desencadeou uma onda de saques, o que levou as exchanges (corretoras) com as quais a companhias trabalhava, por medida de segurança, a bloquearem os pedidos de resgate.

A Atlas, que até então praticava o prazo de um dia para saques, passou a levar 30 dias para processar essas operações, o que foi aumentando com o tempo, até não conseguir mais pagar ninguém.

Relembre o caso: O nebuloso caso da Atlas Quantum e o limbo jurídico das criptomoedas

Em 2020, a companhia chegou a criar um token próprio utilizando a letra “Q”, como BTCQ, que, em tese, representavam o saldo dos clientes na plataforma. Porém, não era possível trocar esses ativos pelos que ele representavam, caso do Bitcoin.

Depois ainda se percebeu que não havia paridade: um BTCQ valia muito menos que um BTC, ou seja, se algum cliente conseguisse negociar os tokens, ele perderia muito dinheiro em relação ao que tinha depositado na empresa originalmente.

Com clientes cada vez mais revoltados com a situação, os processos contra a Atlas foram se acumulando. Marques e outros funcionários chegaram a receber ameaças de morte, o que levou o fundador da companhia a se esconder. Até o momento ninguém sabe o seu paradeiro.

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