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A Academia Internacional de TV rescindiu, nesta terça-feira (24) o prêmio Emmy que havia entregado a Andrew Cuomo, ex-governador do estado de Nova York.
Cuomo havia ganhado o prêmio por seus pronunciamentos a respeito da Covid-19 durante 2020, o primeiro ano da pandemia.
Governador de Nova York, Andrew Cuomo, durante coletiva de imprensa em 10 de maio de 2021 — Foto: Mary Altaffer/Pool via REUTERS/File Photo
Em agosto de 2021, a procuradora-geral do estado, Letitia James, divulgou um relatório no qual afirmava que Cuomo havia assediado pelo menos 11 mulheres.
Durante o movimento #MeToo, Cuomo tentou se mostrar como um defensor das mulheres, mas pelo relatório ele apalpou, abraçou e beijou suas subalternas.
Nos dias após a divulgação da denúncia, os políticos do Partido Democrata —inclusive o presidente Joe Biden— começaram a pedir para que Cuomo renunciasse.
No dia 10 de agosto, isolado, Cuomo renunciou. Ele foi substituído por Kathy Hochul.
Quando se soube da investigação e da renúncia de Cuomo, a academia de televisão decidiu rescindir o prêmio, disse o grupo em um comunicado. “Seu nome e qualquer referência ao recebimento do prêmio serão eliminados dos materiais da International Academy daqui para frente”, acrescentou.
Em novembro de 2020, a Academia Internacional de TV anunciou que iria dar um prêmio a um político que ainda estava no comando de uma unidade federativa pela primeira vez. Cuomo recebeu o prêmio por ter feito 111 pronunciamentos diários sobre o coronavírus em 2020.
As apresentações funcionaram bem porque Cuomo efetivamente criou shows de TV, com personagens e histórias, disse na ocasião o presidente do Emmy, Bruce Paisner.
A academia justificou o prêmio ao dizer que o governador fez “uso magistral da televisão para informar e acalmar as pessoas em todo o mundo”, disse a organização em novembro de 2020.
O irmão de Cuomo, Chris Cuomo, é um apresentador da CNN.
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