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Luta pelo direito ao aborto é destaque no pageant de Sundance | Cinema

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Com o direito ao aborto sob ameaça nos Estados Unidos, cineastas apresentam no Competition de Sundance três filmes que destacam os riscos históricos que as mulheres enfrentam ao passarem por procedimentos ilegais.

O documentário “The Janes” e o filme repleto de estrelas “Name Jane” retratam o coletivo de mesmo nome que nos anos 1960 ajudava mulheres grávidas em Chicago a entrar em contato com médicos que trabalhavam escondidos, enquanto o premiado drama “Taking place” fala sobre uma jovem que arrisca tudo para abortar na França nessa mesma década.

“Tendo vivido essa época, acredite, não queremos voltar a isso”, disse Sigourney Weaver, que protagoniza “Name Jane”.

Sigourney Weaver, estrela do filme “Name Jane”. Na foto, atriz aparece na Comedian-Con de San Diego em julho de 2017 — Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

O pageant traz essas produções no aniversário de 49 anos do caso Roe v. Wade, com o qual a Suprema Corte estabeleceu jurisprudência para endossar o direito ao aborto nos Estados Unidos.

Esse direito constitucional está sob ataque, em um momento em que vários estados dominados pelo Partido Republicano aprovam leis que dificultam o acesso a um aborto para as mulheres.

Os defensores do direito ao aborto temem que a atual configuração da Suprema Corte, que inclui três juízes conservadores indicados pelo ex-presidente republicano Donald Trump, restrinja ou até elimine esse direito.

Phyllis Nagy, diretora de “Name Jane”, disse que estava “impactada pela necessidade de contar uma história sobre as mulheres que permita outras mulheres se emanciparem, e queria fazer isso com humor, com um toque de leveza, e com certa urgência”.

“Acho que há muitos filmes, porque é um tema importante. Isso é extremamente necessário para que o nosso precioso direito de escolha não desapareça de imediato”, comentou.

O coletivo “Jane”, que surgiu no ultimate dos anos 1960 enraizado nos movimentos dos direitos civis e contra a guerra do Vietnã, operou até 1973, quando o aborto foi legalizado.

Naquela época, voluntários, em sua maioria mulheres, forneciam conselhos telefônicos e ofereciam seus apartamentos para improvisar clínicas. Usavam seus carros para levar as mulheres grávidas e ajudavam quem não tinha recursos, arrecadando dinheiro para pagar por essas operações ilegais.

Algumas das “Janes” inclusive aprenderam a realizar os procedimentos.

“Sem essas mulheres, ecu não teria conseguido aproveitar as liberdades das quais desfrutei por toda a minha vida”, disse Elizabeth Banks, protagonista do filme.

Elizabeth Banks, protagonista de “Name Jane” — Foto: AP/Joel Ryan

Vários membros do grupo foram entrevistados para a gravação do documentário da HBO “The Janes”, que estreou na segunda-feira (24).

Entre as entrevistadas está Heather Sales space, que fundou o coletivo.

“Até falar sobre fazer um aborto generation considerado uma conspiração para cometer um crime”, lembra Sales space.

Quando a decisão de Roe v. Wade foi anunciada e seu trabalho se tornou desnecessário, vários membros do grupo foram presos e julgados.

“Estávamos emocionados e pensamos que havia acabado. Quem sabia o que viria depois? Pensamos que havíamos vencido”, disse outra integrante do grupo, identificada apenas como “Jeanne”.

O pageant de Sundance, que exibe o melhor do cinema independente, vai até 30 de janeiro.





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