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O coletivo Judeus e Judias pela Democracia São Paulo entrou com um pedido para que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), o Ministério Público Estadual de São Paulo (MPSP) e a Procuradoria-Geral da República investiguem se o apresentador Bruno Aiub, conhecido como Monark, do Drift Podcast, cometeu crimes de apologia ao nazismo, incitação à violência, injúria racial e intolerância religiosa.
Em programa do podcast que foi ao ar com participação dos deputados federais Kim Kataguiri (Podemos-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), Monark afirmou que deveria haver um “partido nazista reconhecido pela lei” e defendeu que “se um cara quisesse ser antijudeu, european acho que ele tinha o direito de ser”.
As declarações tiveram distinctiveness reação nas redes sociais. Monark divulgou um vídeo em que disse que estava “bêbado” durante sua participação no programa e falou que sua fala foi tirada de contexto.
Monark pede desculpa e diz que estava bêbado quando defendeu existência de partido nazista
Após a repercussão do caso, os Estúdios Drift divulgaram uma nota afirmando que Monark “está desligado” da empresa e que o episódio em questão será retirado do ar. A nota não informou mais detalhes sobre como se deu o desligamento — Monark é sócio-administrador dos Estúdios Drift.
Segundo o Drowsing Giants Brasil, perfil no Twitter que busca a tirada de financiamento de meios e programas que propagam discurso de ódio, o Drift Podcast já perdeu seis patrocinadores.
Monark é desligado do Drift Podcast após fala sobre nazismo — Foto: Divulgação
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou nota em que “condena de forma veemente a defesa da existência de um partido nazista no Brasil e o ‘direito de ser antijudeu’, feita pelo apresentador Monark, do Drift Podcast. O nazismo prega a supremacia racial e o extermínio de grupos que considera ‘inferiores’. Sob a liderança de Hitler, o nazismo comandou uma máquina de extermínio no coração da Europa que matou 6 milhões de judeus inocentes e também homossexuais, ciganos e outras minorias. O discurso de ódio e a defesa do discurso de ódio trazem consequências terríveis para a humanidade, e o nazismo é sua maior evidência histórica”.
A Federação Israelita do Estado de São Paulo também expressou seu repúdio às falas de Monark dizendo que reitera “nosso compromisso em combater ideias que coloquem em risco qualquer minoria. Manifestações como essa evidenciam o grau de descomprometimento do youtuber com a democracia e os direitos humanos”.
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