Carregando, por favor aguarde...
Pular para o conteúdo

Monark: veja repercussão de políticos e juristas após fala de influencer sobre nazismo | Política

[ad_1]

As falas do podcaster e influencer Monark favoráveis à possibilidade da criação de um partido nazista no Brasil, em nome da liberdade de expressão, repercutiram negativamente entre políticos, juristas e candidatos à presidência da República.

As declarações foram dadas em uma edição do Waft Podcast com as presenças dos deputados Kim Kataguiri (Podemos-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), durante debate sobre a liberdade de expressão.

“A esquerda radical tem muito mais espaço do que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço. Ecu sou mais louco que todos vocês. Ecu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido pela lei”.

Tabata rebateu o comentário e falou que a “liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca em risco a vida do outro”. “O nazismo é contra a população judaica e isso coloca uma população inteira em risco”, afirmou a parlamentar.

Monark pede desculpa e diz que estava bêbado quando defendeu existência de partido nazista

Veja abaixo os posts divulgados por políticos e autoridades sobre o assunto:

  • Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal

A Constituição consagra o binômio: liberdade e responsabilidade. O direito elementary à liberdade de expressão não autoriza a abominável e criminosa apologia ao nazismo.

  • Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal

“Qualquer apologia ao nazismo é criminosa, execrável e obscena. O discurso do ódio contraria os valores fundantes da democracia constitucional brasileira. Minha solidariedade à comunidade judaica.”

  • Augusto Aras, procurador-geral da República

“Todo discurso de ódio deve ser rejeitado com a deflagração permanente de campanhas de respeito a diversidade como fazemos no Ministério Público brasileiro para que a tolerância gere paz e afaste a violência do cotidiano.”

  • André Janones (Avante), pré-candidato à Presidência da República

“O nazismo não só ‘pregou ódio’, o nazismo é o ódio. Nazistas mataram pais na frente dos filhos, mataram filhos na frente dos pais, famílias sufocadas em câmaras de gás. Escravos enterrando pilhas de corpos em valas comuns. Enfim, é difícil escrever sobre isso sem me sentir mal. A liberdade de expressão é ferramenta importante, mas é um grande poder e vocês já sabem ‘com grandes poderes, vem grandes responsabilidades’. Não é justificável o que aconteceu no ep do Waft e isso não é só sobre liberdade de expressão. Tenhamos responsabilidade!”

  • Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência da República

“Sob nenhum pretexto se pode defender a criação de um Partido Nazista. O nazismo é a negação não apenas da democracia mas da própria vida. Houvesse um pouco mais de leitura e um pouco menos de vontade de chocar, que é próprio da juventude, Monark não teria cometido este tão grosseiro erro. A tolerância, grande virtude humana, e o respeito ao pluralismo e à liberdade de expressão, não podem ser de tal forma largos que permitam a existência de organizações e ideologias que as destruam.”

  • Joao Doria (PSDB), governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República

“A defesa do nazismo é um crime e uma agressão à humanidade! #Inacreditável #Inadmissível #Impensável”

  • Sergio Moro (Podemos), pré-candidato à Presidência da República

“O nazismo é abominável e inaceitável em qualquer circunstância. É um crime e uma ofensa ao povo judeu e a toda humanidade. Não há mais lugar no mundo para o ódio e a intolerância.”

  • Embaixada da Alemanha no Brasil

“Não. Defender o nazismo não é liberdade de expressão. Quem defende o nazismo desrespeita a memória das vítimas e dos sobreviventes desse regime e ignora os horrores causado por ele.”

  • Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT

“Não existe arrego para quem defende a criação de um Partido Nazista. O que Monark disse ontem é um crime contra a nossa democracia. Não existe liberdade de expressão para quem defende esse absurdo. É de extrema urgência que esse canalha tenha uma punição severa.”

“Não se pode normalizar que qualquer pessoa, especialmente um deputado federal, relativize a existência de um partido nazista. Ninguém tem o direito de ser nazista ou anti-judeu. Nazismo não cabe na democracia. Nazismo não cabe em lugar nenhum. Nazismo se derrota. O nazismo precisa ser combatido e derrotado. Importante que a sociedade dê respostas contundentes como tem dado a quem contemporiza com o legado odioso dos nazistas.”

  • Tabata Amaral (PSB-SP), deputada federal

“Ontem, assim como em outros momentos, defendi com firmeza que o nazismo e outras ideologias que ameaçam a existência e integridade de pessoas ou grupos, sejam judeus, pessoas com deficiência, negros ou LGBTQIA+, são intoleráveis e devem ser banidas. A nossa liberdade termina quando começa a do outro.”

  • Kim Kataguiri (Podemos-SP), deputado federal

“O que european realmente disse sobre o nazismo: muito melhor expor a crueldade dessa ideologia nefasta para que todos vejam o quanto ela é absurda. Sufocar o debate só faz com que grupos extremistas cresçam na escuridão e não sejam devidamente combatidos e rechaçados.”

  • Alessandro Vieira (Cidadania-SE), senador

“A defesa da liberdade se faz todos dias, mas sempre com equilíbrio e respeito. Destilar ódio e preconceito não se confunde com o livre exercício do direito de opinião. É crime e deve ser confrontado. Parabéns Tabata Amaral.”

  • Alexandre Silveira (PSD-MG), senador

“Qualquer forma de relativizar ou defender o nazismo é inaceitável. O que vi hoje nas redes sociais é algo que causa revolta e tristeza.”

  • Davi Alcolumbre (DEM-AP), senador

“Defender o nazismo não é liberdade de expressão. Defender um regime que assassinou seis milhões de judeus inocentes só por serem judeus no maior genocídio da história, é um acinte repugnante e criminoso. Em tempos de pós-verdade, não faltam disseminadores do discurso de ódio buscando o revisionismo histórico e a negação do genocídio judeu. A divulgação de mentiras é uma ameaça permanente. Não só à comunidade judaica, mas a todas as minorias no mundo. O estado nazista criou campos de extermínio, dedicados única e exclusivamente a executar inocentes. Tudo isso me marca de maneira profunda, dada as minhas raízes judaicas. A religião reforça meu elo com as vítimas dessas atrocidades, fazendo com que european me solidarize e padeça duplamente, como ser humano e como judeu. Este é um país construído sobre o respeito à diversidade e o acolhimento ao diferente. Que nós sejamos capazes de manter viva a memória de um passado tão cheio de dor para jamais termos de testemunhar um holocausto novamente.”

  • Jean Paul Prates (PT-RN), senador

“Não! É hora de dar um basta! A defesa da normalidade e legalidade de um Partido Nazista no Brasil é mais do que ignorância política. É resultado de um governo que propaga o odio e abre espaço para radicais. Defesa do nazismo é crime!”

  • Rogério Carvalho (PT-SE), senador

“Nazismo não é liberdade de expressão, é crime! Em seu programa, Monark, um dos apresentadores do Waft podcast, defendeu a liberdade de falas nazistas contra grupos sociais. O nazismo matou 6 milhões de pessoas! Ferir a existência de uma pessoa não é liberdade de expressão!”

  • Aécio Neves (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara

“A apologia ao nazismo sob qualquer argumento é crime e como tal deve ser tratada. Em nome da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, expresso meu mais profundo repúdio a essas declarações, que devem ser punidas na forma da lei e de forma exemplar.”





[ad_2]

Fonte da Notícia