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Ágil e resistente! Engenheiros criam robô inspirado em barata para socorrer vítimas de desabamentos

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Apesar de estarem cada vez mais parecidos com as pessoas, os robôs ainda precisam assumir formas diferenciadas para realizarem tarefas que ultrapassam os limites da capacidade física humana, como o cão-robô Digidog, da Boston Dynamics, desenvolvido com foco em canteiros de obras e ambientes semelhantes.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, no mesmo sentido, desenvolveram um novo robô inspirado nas características de uma barata. Ainda sem nome, o pequeno dispositivo foi projetado com o objetivo final de ajudar socorristas e bombeiros a localizarem vítimas sob escombros de desabamentos e outras situações de perigo.

“A maioria dos robôs nesta pequena escala em particular são muito frágeis”, disse o engenheiro mecânico Liwei Lin, responsável pelo estudo. “Se você pisar neles, você destrói o robô, [mas] descobrimos que se colocarmos peso em nosso robô, ele ainda funciona parcialmente.”

Pequeno, ágil e muito resistente, esse robô de apenas 65 miligramas é capaz de suportar 1 milhão de vezes o próprio peso, isto é, cerca de 60 kg. Os especialistas envolvidos demonstraram em vídeo sua capacidade de se locomover numa velocidade equivalente a vinte vezes o seu próprio comprimento por segundo.

A robustez desse mecanismo é dada, em partes, pela sua construção simples feita com uma fina folha de difluoreto de polivinilideno, um material reconhecido pela sua resistência química que “vibra” com a indução de uma corrente elétrica alternada.

A contínua expansão e contração permite que a barata-robô se locomova através de sua perna dianteira e uma camada de polímero elástico. Em um dos ensaios, os autores do estudo conseguiram fazer o robô se deslocar a 20 centímetros por segundo.

Por enquanto, o dispositivo ainda depende do fornecimento de energia cabeada ou através de ambientes eletrizados, mas os pesquisadores estão trabalhando em uma bateria para permitir sua locomoção autônoma. Além disso, um sensor de fumaça tóxica deverá equipar os robôs para detectarem vazamentos de gás e outros riscos em potencial.



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A invenção ainda deve ser aprimorada antes de ingressar na prática, mas os cientistas firmam grandes expectativas. “Esperamos que o robô proposto na escala de um inseto abra horizontes para robôs rápidos e robustos com aplicações práticas”, concluem.

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