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Todas as principais redes sociais da atualidade possuem políticas de privacidade e moderação, a fim de banir situações ofensivas e que incita violência, bem como fraudes relacionadas a direitos autorais.
Quais são os parâmetros para filtragem dessas redes sociais? O Detetive TudoCelular levantou o que pode ser moderado e exemplos recentes que mostram como o sistema pode falhar ao filtrar esses conteúdos. Entenda a seguir.
Violncia, incitao e outros perigos
Alguns dos grandes problemas presentes na atualidade em redes sociais se tratam de discurso de ódio e violência em redes sociais. Para isso, levam-se em conta a linguagem utilizada e palavras que tenham relação com essa conduta.
No caso específico do Facebook, por exemplo, as políticas da comunidade afirmam que a situação ainda precisa ser avaliada para que seja diferenciada uma condição casual ou uma ameaça real à segurança pública ou pessoal.
“Nosso objetivo é evitar potenciais danos offline que possam estar relacionados a conteúdo do Facebook. Embora entendamos que as pessoas comumente expressam desdém ou desacordo por meio de ameaças ou incitação à violência de maneira cômica, removemos palavras que incitem ou facilitem qualquer violência grave. Removeremos conteúdo, desativaremos contas e poderemos acionar as autoridades locais se notarmos um risco real de dano físico ou ameaça direta à segurança pública. Também procuramos levar em conta a linguagem e a situação para poder distinguir declarações casuais de conteúdo que constitua uma ameaça real à segurança pública ou pessoal. Quando tentamos determinar se uma ameaça é real, podemos levar em conta também informações adicionais, como a visibilidade pública de uma pessoa e os riscos a sua segurança física.
Em determinados casos, constatamos ameaças condicionais ou de intenção dirigidas a terroristas e outros agentes violentos (por exemplo, os terroristas merecem morrer), e as refutamos por ausência de indícios credíveis específicos.”
Outro caso é o do Twitter. Em sua Central de Ajuda, o microblog também detalha como funciona a moderação de conteúdo sensível considerado ofensivo. Ele ressalta a importância de se considerar o contexto e pensar antes de tweetar, para não usar uma linguagem prejudicial ou ofensiva.
“Se você se sentir incomodado com um Tweet, não se precipite e considere a abrangência da conversa à qual o Tweet está conectado. Como os Tweets individuais são curtos, o significado pretendido pelo autor pode ter sido perdido ou estar deturpado. Envie um Tweet de volta com uma resposta para ingressar na conversa e mostrar sua preocupação.”
Sistema não é perfeito
Para se detectar a presença de alguma ofensa passível de qualquer tipo de penalidade, é necessário haver uma análise do contexto da palavra, como a própria política do Facebook destaca. No entanto, o TudoCelular recebeu o relato de um usuário da plataforma, o qual teve um comentário banido durante uma crítica ao governo argentino.
Ele afirma que a causa do banimento ocorreu pela expressão “Eu odeio nenhum argentino”, a qual teria sido entendida como uma violação e o fez ter o comentário excluído e a conta impedida de realizar postagens.
O leitor enviou uma contestação e, menos de uma hora depois, teve seu perfil liberado novamente. Isso indica que, apesar de a motivação ser correta de moderação, a Inteligência Artificial usada para esse filtro ainda comete erros e pode ser melhorada.
Polticas de direitos
Outro ponto importante consiste na análise de direitos autorais. Muitos conteúdos são republicados por terceiros a fins de promover alguma venda ou outras intenções, sem o devido crédito ao criador original.
Ao pegar o exemplo específico do Instagram, a rede define como direito autoral três grandes grupos de obras: arte visual ou audiovisual, que integram vídeos, filmes, programas e transmissões de TV, videogames, pinturas e fotografias; áudio, no qual incluem músicas, composições, gravações de som e gravações de voz; e escritas, como livros, peças, manuscritos, artigos e partituras musicais.
Apenas obras consideradas originais ficam qualificadas para a proteção sobre esses direitos. Para isso, precisa ter sido criada pelos próprios autores e ter o mínimo de criatividade. Nos termos da rede social, são definidas como infrações as publicações de terceiros, mesmo seguindo estas práticas:
- Comprar ou baixar o conteúdo (por exemplo, uma música do iTunes)
- Gravar o conteúdo em um dispositivo de gravação pessoal (por exemplo, uma música tocando em segundo plano durante uma festa, show, evento esportivo, casamento, entre outros)
- Dar crédito ao detentor dos direitos autorais
- Incluir um aviso legal sobre não ter a intenção de violar direitos autorais
- Não ter a intenção de lucrar com esse uso
- Modificar a obra ou adicionar material próprio original a ela
- Encontrar o conteúdo disponível na internet
- Vir que outras pessoas também publicaram o mesmo conteúdo
- Acreditar que se trata de fair use (uso justo)
Mais uma situação conhecida, que se encaixa em plataformas de vídeo, mas com interações sociais: o YouTube. Conforme padrões estabelecidos pelo Google, as obras protegidas somente podem ser reproduzidas em condições de “uso aceitável”, quando caracteriza situações como obras de comentário, análise, pesquisa, ensino ou reportagem, mas ainda depende do contexto.
Se você possui um canal no YouTube ou já publicou um vídeo aleatório no serviço, pode ter se deparado com um aviso de violação de direitos do proprietário. A identificação também acontece por IA, que consegue saber rapidamente se há conteúdo que não é seu e o impede de publicar, a menos que crie e vença uma disputa, ao comprovar a legalidade da ação.
Nem sempre se respeita
Para pegar outro exemplo de como a política pode falhar, o TudoCelular descobriu uma publicação de um perfil no Instagram com milhares de seguidores, voltados a venda de smartphones, com um vídeo de unboxing feito por este site, o qual foi utilizado para promover o item ofertado, sem qualquer crédito.
Este veículo de comunicação imediatamente ao saber acionou o campo de Ajuda da plataforma, ao provar com o link original que as propriedades sobre aquela obra eram nossas. No entanto, a rede social respondeu com uma negativa ao nosso pedido.
“Agradecemos por entrar em contato. Analisamos a sua denúncia. Não está claro que você possui os direitos sobre o conteúdo denunciado. Especificamente, não parece que você (ou seu cliente) criou o conteúdo denunciado ou que possui autorização para enviar essa denúncia. Por esse motivo, não será possível tomar medidas em relação à sua denúncia.”
Entre as características do conteúdo em questão, não somente se enquadra como conteúdo de terceiros, como também é usado para fins lucrativos e ainda sem dar o devido crédito, que mesmo assim seria enquadrado como uma violação.
Respostas oficiais
O Detetive TC entrou em contato com as duas redes sociais citadas, Facebook e Instagram, por meio de suas respectivas assessorias. Até o momento da produção deste texto, a primeira rede social ainda não enviou seu posicionamento sobre o caso. Caso haja uma manifestação oficial posterior, este espaço permanecerá aberto e será atualizado com a nota na íntegra.
Já a segunda mídia social retornou com um link para o mesmo formulário de denúncia preenchido anteriormente, bem como o link para as informações adicionais sobre as políticas de direitos autoriais da plataforma.
Qual é a sua avaliação sobre as moderações de conteúdo presentes nas redes sociais? Que mídia online funciona melhor nesse ponto, na sua opinião? Você já sofreu algum equívoco nisso? Interaja conosco!
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Fonte da Notícia