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Um estudo conduzido pelo ecologista comportamental Pavel Horky acaba de trazer uma triste constatação para a interferência do homem no mundo animal. A truta marrom pode adquirir um vício na droga ilegal metanfetamina se a substância estiver acumulada na água.
Os cientistas da Universidade Tcheca de Ciências da Vida, em Praga, examinaram as concentrações da droga e de um de seus subprodutos, a anfetamina, nos cérebros dessa espécie de peixe, e se o animal poderia criar dependência.
Para quantificar o estudo, algumas trutas permaneceram em tanques com a droga por oito semanas, e depois foram retiradas e colocadas em abstinência por dez dias. Durante esse período, os cientistas observaram a dependência nos animais, que passaram a preferir a água com a metanfetamina em comparação a peixes que nunca tiveram contato com a substância.
Alguns sinais apresentados pelos peixes dependentes durante a abstinência foi a pouca movimentação, indicando ansiedade e estresse — características comuns em humanos. Da mesma forma, o cérebro dos peixes continuava com sua química alterada mesmo após os dez dias sem consumir a droga.
A pesquisa publicada no Journal of Experimental Biology destaca ainda os riscos da poluição do meio ambiente com manchas de óleo e plástico.
Em 2019, um estudo semelhante de cientistas do Reino Unido encontraram resíduos de cocaína em camarões de água doce – diga-se, a substância estava mais presente do que outros remédios mais comuns.
Os vícios, infelizmente, fazem parte do cotidiano sob as mais diversas formas, inclusive na tecnologia. Conte para a gente o que achou dessa infeliz conclusão para a natureza.
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